CEAP – Centro Espírita Antônio de Pádua

Fundado em 13/06/1911 – www.ceap-br.org

Arquivo da categoria ‘Preleções Evangélicas’

Amor – por Elcio de Lima Rodrigues

Publicado por ceapbr em Abril 4, 2009

Palestra proferida por Elcio de Lima Rodrigues no  Centro Espírita Amor e Caridade, Mogi das Cruzes, SP, em 01/04/09 – 20h

Que a Paz de Jesus esteja em nossos corações.

Queridos Irmãos e irmãs na Doutrina Espírita,
É grande a responsabilidade em falar de amor numa casa que tem na sua denominação o binômio Amor e Caridade. Importante ressaltar que Amor e Caridade são palavras com o mesmo teor moral: quem ama verdadeiramente pratica a caridade, e quem pratica a caridade não pode fazê-lo sem o amor.

Madre Teresa de Calcutá foi um desses espíritos que em sua passagem Leia o resto deste post »

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História de nosso Patrono, Antônio de Pádua – (por Claudete Pimenta) – Preleção do dia 06/06/2008

Publicado por ceapbr em Junho 25, 2008


Antônio de Pádua – Nascido em 15 de agosto de 1195, com o nome de “Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo”, em Lisboa/Portugal, filho de um cavaleiro da Corte do Rei Afonso II, tornou-se em 1212, membro regular da Ordem de Santo Agostinho e foi educado em Coimbra. A chegada das relíquias de cinco mártires franciscanos de Marrocos em 1221, levou Antônio de Pádua a ingressar na ordem dos franciscanos. Ele cumpriu uma missão em Marrocos e ao voltar foi designado a atender a Ordem de Assis em 1221. Tornando-se conhecido como um grande pregador de zelo e eloqüência, Antônio viajou pela Itália e assumiu várias posições administrativas. De 1222 a 1224, Antônio pregou contra os Catares e confrontou os hereges albigencianos. Deixou todos os seus deveres para continuar a sua pregação. Fixou-se na cidade de Pádua, reformou a cidade, acabou com a prisão de devedores e ajudou aos pobres. Em 1231 sofrendo de exaustão, foi se recuperar em Campossanpietro. No retorno à Pádua, morreu em 13 de junho de 1231, aos 36 anos.

Sua fé era muito grande. Passou por várias provas, sempre com resignação, fé e coragem. Graças a uma grande memória e facilidade de compreensão, ampliou muito os seus conhecimentos na área religiosa. Quando não estava estudando, trabalhava incessantemente, desde o serviço ao próximo até a limpeza dos pratos após as refeições.
Quando propagava a sua fé, com o dom da palavra, dizia que era inspirado pela força do Espírito Santo. Todos os presentes em seus discursos eram tomados pela emoção, causada pela sabedoria do orador. Com essa fama, obteve muitos êxitos na conversão de hereges do norte da Itália, para quem deixava ensinamentos e exemplos de conduta. Foi o primeiro franciscano a cumprir essa missão da oratória. Dizia-se que sua missão estava no púpito, pelo grande conhecimento, pela boa colocação das palavras, o grande poder de persuasão e uma grande credibilidade no bem que as pessoas podem realizar.
Tinha uma personalidade magnética que atraía sempre pessoas ao seu redor. Todos sentiam que sua personalidade irradiava luz, por onde quer que andasse.

Pela sua arte de bem falar, nosso Centro Espírita recebeu o nome daquele que tanto fez o bem às pessoas de sua época, e hoje em um plano muito mais elevado, com certeza ampara muitos daqueles que a ele recorre em horas de dificuldades para um alento espiritual.

Assim explicado, faremos a leitura do Evangelho, capítulo XVII “Sede Perfeitos”, no texto “Os bons Espíritas”, para que façamos uma boa reflexão de nossa conduta nesta oportunidade de encarnação que nos foi concedida.

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Ansiedades – (por Ricardo Parra) – Preleção do dia 30/04/2008

Publicado por ceapbr em Junho 7, 2008

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” – (I Pedro, 5:7.).

Simão Pedro, mais conhecido como Pedro, foi pescador e irmão de André. Ambos foram integrantes dos 12 apóstolos de Jesus.

Após farta pescaria na presença de Jesus, o mesmo, lhe disse: “Pedro você será um grande pescador de homens”.

Pedro era dotado de notável mediunidade em todos os aspectos, em especial, a sua faculdade de cura.

Ao que se sabe, foi crucificado no ano de 64 em Roma.

Nas duas epístolas de Pedro no Novo Testamento já se falava da importância de cuidar do espírito.

O sentimento de ansiedade é natural do ser humano, e não há indivíduo que já não tenha experimentado seus efeitos. Na medida certa a ansiedade contribui para a capacidade de resposta do indivíduo, permitindo que ele supere seus desafios. Porém, quando é de forma exagerada pode tomar rumos indesejáveis e dramáticos.

Para se ter uma idéia do que estamos falando, as doenças psicossomáticas é o grande filão dos laboratórios farmacêuticos. Pesquisas atuais mostram que as doenças psíquicas, em médio prazo de tempo, serão as doenças mais incapacitantes do ser humano, só perdendo para as doenças coronarianas.

É claro que nunca deixaremos de ser ansiosos, pois, precisamos desse mecanismo para sobreviver. Mas lembrem-se do que falamos anteriormente, essa ansiedade precisa ser de proporções salutares.

Os jovens em sua grande maioria têm características ansiosas. Hoje em dia ir à escola e fazer uma atividade esportiva já é muito pouco. Os pais querem e cobram mais… Agora tem que falar pelo menos mais uma língua ou aprender métodos de matemática e português disponíveis no mercado… Será que eles têm algum motivo para serem ansiosos?

Mas a ansiedade não é um privilégio só dos jovens. A ansiedade exagerada está diariamente entre nós, pois, a sociedade, a mídia e todas essas atualidades, erroneamente nos proporcionam isso.

Hoje crescemos com a mentalidade de que só o mais forte sobrevive e que precisamos da correria e da disputa ferrenha de cargos para ter uma condição de vida melhor. E é exatamente nesse ponto que devemos tomar cuidado com dois sentimentos destruidores: O orgulho e a vaidade.

E como podemos mudar isso?

Como exemplo, quero dividir com vocês uma passagem da vida de Chico Xavier, a qual, um amigo lhe faz algumas perguntas. E perguntou o amigo: “Chico, na sua opinião quem é o homem mais rico do mundo”?

Chico: “Na minha opinião o homem mais rico do mundo é aquele que necessita de menos”. E o amigo continua a lhe fazer perguntas: “Chico, e o homem mais justo e sábio”?

Chico:O homem mais justo e sábio é aquele que honra com seus compromissos”. E o amigo, como quem espera alguma revelação lhe fala: “Chico, o que você está me dizendo é o óbvio…” E Chico com seu sorriso sereno lhe diz: “É verdade meu amigo, mas tudo que está no evangelho de Jesus também é óbvio, não existe segredo ou magia em procurar se evoluir. O grande problema do ser humano é querer alcançar o céu sem viver o óbvio aqui na terra”.

Vejam, o grande desafio do espírito é o de seu auto-conhecimento. Temos que identificar nossas necessidades, mas, principalmente nossas limitações. Temos que ter a consciência de que somos espíritos imperfeitos e em evolução. Que não conseguiremos a perfeição de um dia para o outro.

A evangelização, o estudo da doutrina, a realização do evangelho no lar, juntamente com a caridade e o amor ao próximo, serão fundamentais para amenizar nossa ansiedade.

Leon Denis dizia: “Há que se nutrir o espírito com a certeza da imortalidade, da grandeza do universo animado e governado por Deus, com a convicção inabalável das vidas sucessivas. Tudo isso não pode ser acessório de um catecismo que se transmite em palavrórios”.

Sei que é um exercício muito difícil e às vezes beirando o impossível, mas felizmente vencer ou não vencer depende somente de nós.

Quero dividir com vocês uma mensagem que recebi em meu e-mail:

Só por hoje, e apenas por hoje…

* Só por hoje, procurarei viver o dia que passa apenas, sem tentar resolver ao mesmo tempo os problemas da minha vida inteira. Por 12 horas apenas, poderei executar alguma coisa que encheria de pavor se tivesse de realizá-la pelo resto de minha vida.

* Só por hoje, me sentirei feliz. Farei verdadeira aquela frase de Abraham Lincoln: “A maior parte das pessoas é tão feliz quanto resolve ser”.

* Só por hoje, procurarei fortalecer minha inteligência. Aprenderei alguma coisa útil. Lerei alguma coisa que exija esforço, pensamento e concentração.

* Só por hoje, procurarei ajustar-me aos fatos, em vez de procurar ajustar tudo o que existe a meus próprios desejos.

* Só por hoje, exercitarei minha alma de três maneiras: procurarei fazer um benefício a alguém, sem contá-lo a quem quer que seja. Farei pelo menos duas coisas que não desejava fazer – só por exercício. E hoje, se alguma coisa magoar-me, não revelarei a ninguém.

* Só por hoje, procurarei mostrar a melhor aparência possível, vestir-me bem, falar baixo, agir delicadamente, não fazer críticas, e não tentarei corrigir nem dar ordens a ninguém, a não ser a mim próprio.

* Só por hoje, estabelecerei um programa de ação. É possível que eu não o siga à risca, mas tentarei. Livrar-me-ei de duas pragas: a pressa e a indecisão.

* Só por hoje, dedicarei meia hora a mim mesmo para meditação e repouso. Durante este tempo procurarei divisar uma perspectiva mais clara de minha vida.

* Só por hoje, não terei medo. Especialmente, não hei de ter medo de apreciar a beleza e de acreditar que aquilo que eu der ao mundo, o mundo me devolverá.

O autor desta mensagem, Kenneth Holmes, baseou-se em um folheto que carregou muito tempo consigo, intitulado “Só por hoje” e distribuído pelos A.A (Alcoólicos Anônimos), procurando torná-la aplicável a qualquer pessoa, em qualquer lugar, em qualquer tempo. (Publicado pela revista Seleções do Reader’s Digest, de janeiro de 1967).

E pra finalizar quero deixar uma pergunta para vocês:
PARA QUE DESESPERAREM-SE, SE ACREDITAMOS NA VIDA ETERNA?

Um abraço fraterno a todos!

Ricardo Alcatrão Parra Silva

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