CEAP – Centro Espírita Antônio de Pádua

Fundado em 13/06/1911 – www.ceap-br.org

História de nosso Patrono, Antônio de Pádua – (por Claudete Pimenta) – Preleção do dia 06/06/2008

Publicado por ceapbr em Junho 25, 2008


Antônio de Pádua – Nascido em 15 de agosto de 1195, com o nome de “Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo”, em Lisboa/Portugal, filho de um cavaleiro da Corte do Rei Afonso II, tornou-se em 1212, membro regular da Ordem de Santo Agostinho e foi educado em Coimbra. A chegada das relíquias de cinco mártires franciscanos de Marrocos em 1221, levou Antônio de Pádua a ingressar na ordem dos franciscanos. Ele cumpriu uma missão em Marrocos e ao voltar foi designado a atender a Ordem de Assis em 1221. Tornando-se conhecido como um grande pregador de zelo e eloqüência, Antônio viajou pela Itália e assumiu várias posições administrativas. De 1222 a 1224, Antônio pregou contra os Catares e confrontou os hereges albigencianos. Deixou todos os seus deveres para continuar a sua pregação. Fixou-se na cidade de Pádua, reformou a cidade, acabou com a prisão de devedores e ajudou aos pobres. Em 1231 sofrendo de exaustão, foi se recuperar em Campossanpietro. No retorno à Pádua, morreu em 13 de junho de 1231, aos 36 anos.

Sua fé era muito grande. Passou por várias provas, sempre com resignação, fé e coragem. Graças a uma grande memória e facilidade de compreensão, ampliou muito os seus conhecimentos na área religiosa. Quando não estava estudando, trabalhava incessantemente, desde o serviço ao próximo até a limpeza dos pratos após as refeições.
Quando propagava a sua fé, com o dom da palavra, dizia que era inspirado pela força do Espírito Santo. Todos os presentes em seus discursos eram tomados pela emoção, causada pela sabedoria do orador. Com essa fama, obteve muitos êxitos na conversão de hereges do norte da Itália, para quem deixava ensinamentos e exemplos de conduta. Foi o primeiro franciscano a cumprir essa missão da oratória. Dizia-se que sua missão estava no púpito, pelo grande conhecimento, pela boa colocação das palavras, o grande poder de persuasão e uma grande credibilidade no bem que as pessoas podem realizar.
Tinha uma personalidade magnética que atraía sempre pessoas ao seu redor. Todos sentiam que sua personalidade irradiava luz, por onde quer que andasse.

Pela sua arte de bem falar, nosso Centro Espírita recebeu o nome daquele que tanto fez o bem às pessoas de sua época, e hoje em um plano muito mais elevado, com certeza ampara muitos daqueles que a ele recorre em horas de dificuldades para um alento espiritual.

Assim explicado, faremos a leitura do Evangelho, capítulo XVII “Sede Perfeitos”, no texto “Os bons Espíritas”, para que façamos uma boa reflexão de nossa conduta nesta oportunidade de encarnação que nos foi concedida.